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VIRGO vezes dois

Virgo

A marca Virgo nasce da experiência e irreverência do produtor Alentejano Torre do Frade.

O Virgo 2010 Tinto, chegou primeiro ao mercado e têm a particularidade de apresentar parte do rótulo personalizavel e destacavel.
Motivo mais do que suficiente para poder obter alguma atenção entre as milhares de referências produzidas em Portugal no que toca a vinho.

A enologia está a cargo de Paulo Laureano, e este 2010 é um blend das castas Syrah, Trincadeira, Alicante Bouschet e Aragonês.
No copo temos um vinho jovem com aromas a frutos vermelhos. Na boca gostei da acidez e do toque especiado do Syrah. É bastante agradável de saborear.
Os taninos estão bem domados, tornando o vinho facil e sem necessidade de tempo em cave.

Mais não se podia pedir, pois a comunicação é jovem e sem complexos.
Não há referências a concursos nem a pontuações.
Apela-se à fraternidade, à comunhão e à partilha de boas experiências à mesa.
Um vinho que convida ao convivio entre amigos.

Virgo

O Virgo este ano recebeu mais uma referência desta vez a colheita de 2011 do branco.
O Virgo 2011 Branco é também um blend, mas de Arinto, Viognier e Antão Vaz.
Uma combinação pouco usual no Alentejo, mas que produz um resultado muito agradável e exótico.
Um branco com acidez, secura e um travo a verde.

Virgo

Tenho carinho por estes dois vinhos porque são rebeldes na sua comunicação e são vinhos com uma comunicação jovem e descomplexada prontos para consumir.
E não são só um produto de design.

Nota: Vinhos enviados pela Torre do Frade.

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Visita à Herdade da Calada

Herdade da Calada
Vista interior da Adega da Herdade da Calada

No dia de ontem a convite da Herdade da Calada, visitei as suas instalações, juntamente com alguns jornalistas e profissionais da hotelaria.
Obrigado pelo reconhecimento do meu trabalho como wine blogger.

Herdade da Calada
Barricas da Herdade da Calada

A Herdade da Calada foi fundada em 1854 pelos descendentes dos duques de Lancaster.
Ficando situada na estrada N18, ao Km 12, sentido Évora – Estremoz, com um total de 420 hectares, tendo 37 hectares de vinha.
Este pequeno produtor Alentejano, produz anualmente cerca de 150000 garrafas de vinho.
É possível pernoitar na herdade visto esta dispor de duas suites destinadas ao enoturismo.

A visita à adega e sala de barricas, foi conduzida pelo Eduardo Cardeal, enólogo e director de produção desta casa Alentejana.
De seguida foram apresentados estes três vinhos, que depois acompanharam alguns dos pratos servidos ao almoço, complementado a apreciação dos mesmos.

Herdade da Calada - Baron de B Reserva Branco 2010
Herdade da Calada – Baron de B Reserva Branco 2010

Baron de B Reserva 2010
produzido pela Herdade da Calada.
Nota de prova:
De cor amarela palha. Aroma baunilhado. Na boca ligeiro toque de madeira, untuoso, boa fruta e com notas suaves de baunilha.
Com um final agradável.

Quanto ao Herdade da Calada – Baron de B Reserva Branco 2010, este apresenta menos madeira que nas anteriores edições, tornando-se assim a meu ver mais agradável.
O preço deste Reserva ronda os €10,00 de P.V.P..
Um mono varietal de Antão Vaz, 100% fermentado em barricas novas de carvalho Francês com 8 meses de battônage.

Herdade da Calada - Caladessa 2010
Herdade da Calada – Caladessa 2010

Caladessa 2010
produzido pela Herdade da Calada.
Nota de prova:
Cor rubi.
Aroma a flores silvestres e amoras maduras.
Na boca fruta madura com notas herbáceas e boa acidez.
Final médio.

Um blend de Tinta Caíada, Alfrocheiro e Touriga Nacional.
Em termos de P.V.P. está na muito disputada casa dos €5,00.
Para quem procura um vinho tinto que não seja só fruta madura, vai encontrar neste um toque herbáceo a fazer lembrar relva acabada de cortar.
Um vinho competente para o preço a que recomendam a sua comercialização.

Herdade da Calada - Touriga Nacional - Syrah 2009
Herdade da Calada – Touriga Nacional – Syrah 2009

Herdade da Calada Touriga Nacional – Syrah 2009
produzido pela Herdade da Calada.
Nota de prova:
Cor rubi.
Aroma a fruta negra, com um final floral.
Na boca especiado, boa concentração de fruta a lembrar azeitonas pretas.
Com um final longo.

Neste Touriga Nacional – Syrah 2009, podemos apreciar a boa concentração de fruta e o toque a especiarias característico da casta Syrah.
Revelando-se um vinho bastante guloso.
Foi o meu preferido destes três.

Herdade da Calada - Clemente de B - Desert wine.
Herdade da Calada – Clemente de B

O almoço terminou com o vinho de mesa licoroso, Herdade da Calada – Clemente de B.
Este vinho é um 100% Moscatel, que estagiou em cascos de carvalho Francês de 225 litros durante 4 anos.
Na boca temos um sabor muito agradável a laranja cristalizada e figos, com uma boa acidez para um vinho licoroso.

E terminava assim uma visita bastante interessante.

A empresa pretende aumentar a produção e certificar a Adega para a produção de vinhos biológicos a partir da vindima de 2012.
Em termos de novidades com castas têm plantado Alvarinho e Touriga Franca.
O que se poderá esperar destas duas castas plantadas em pleno interior do Alentejo?
Estou curioso.

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Terra D’Alter Tinto 2009

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O Terras D’Alter Tinto 2009 é um vinho alentejano económico, sem defeitos, composto pelo blend de Aragonez, Alicante Bouchet, Touriga Nacional e Trincadeira.

No aroma temos fruta com uma nota de madeira. Na boca é leve, macio, fácil com um retrogosto a tosta.

Pedir mais é difícil, acompanhou como um campeão um empadão de carne.

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Adega da Cartuxa – visita

Na sequência do programa de actividades da Mostra e Prova de Vinhos do Alentejo referente à 9ª edição da Rota de Sabores Tradicionais, estava agendada uma visita à Adega da Cartuxa.

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Já cheguei atrasado à Adega da Cartuxa e a visita já tinha arrancado.
Como quem chega fora de horas não embarca no voo, o mesmo me aconteceu a mim.
Nada a dizer, normas são normas.

Depois da visita à adega viria a acontecer uma prova de vinhos.
Entreti-me a fazer umas fotografias para passar o tempo.

Em prova estiveram dois vinhos e alguns azeites desta casa de Évora.
Mas apenas provei os vinhos.

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Foral de Évora Branco 2009
Um extremo de Assario, com um nariz bastante guloso.
Na boca recordo a frescura e uma boa complexidade.
Um vinho interessante para um fim de tarde.

Foral de Évora Tinto 2008
São precisos vinte e quatro meses para que este vinho possa chegar ao mercado. Com doze meses de estágio em barricas novas, seguem-se mais doze meses em garrafa.
Com uma cor concentrada, frutado no nariz, na boca geleia e a madeira a revelar-se bastante agradável. Com um final longo e marcado.

Os vinhos Foral de Évora apenas existem desde 2001 e surgiram da oferta da marca pela autarquia local.

Terei de voltar um dia a horas para conhecer a adega e provar as restantes referências da Cartuxa.

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Mostra e Prova de Vinhos do Alentejo

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Tinha feito planos para rumar ao Porto para participar no Palácio da Bolsa na EV, mas os planos foram alterados e estamos este fim-de-semana na região do Alentejo.

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E não é que a Câmara Municipal de Évora, em colaboração com a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, promove neste mesmo sábado, dia 18 de Fevereiro, uma iniciativa pública de promoção dos vinhos do Alentejo, integrada no programa cultural da 9ª edição da Rota de Sabores Tradicionais.

Perfeito!

Assim, passei boa parte da manhã na Praça Joaquim António d’Aguiar (Jardim das Canas), na sede da CVRA, numa provas de vinhos do Alentejo.

E para o fim de tarde, vai haver uma visita à Herdade da Cartuxa.

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De todos os vinhos em prova, hoje foram estes os que mais me agradaram:

Guadelim Tinto 2008
Um vinho totalmente novo para mim, grande surpresa.
Com um aroma fantástico a fruta, uma tosta fina e vivo.
Um vinho claramente de perfil Alentejano mas com um toque de modernidade.
Pvp €6,00

Santos Jorge Tinto 2010
Com bastante frescura, fruta fresca um vinho a respirar a melhor tradição dos vinhos do Alentejo.
Pvp €6,30

Granja-Amareleja Alfrocheiro 2009
Um alfrocheiro extremo da Cooperativa Agricola de Granja que é uma explosão de aromas no copo, um senhor vinho.
Gastronómico e quente. Resultou muito bem o estagio em barrica Francesa.
Comprei.
Pvp €8,00

Herdade dos Coteis Reserva Tinto 2009
Cor granada carregada, aroma perfumado, na boca macio com um toque agradável a madeira.
Pvp €8,00

[Irei completar o artigo nas próximas horas com os respectivos links]

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Herdade de São Miguel – Escolha dos Enólogos 2009

Herdade de São Miguel - Escolha dos Enólogos 2009

Um vinho de cor negra e aroma a frutos vermelhos. Encorpado mas bastante elegante, com um agradável sabor a pimentas e final de boca de boa persistência.
O Herdade de São Miguel – Escolha dos Enólogos 2009, é um vinho da Casa Agricola Alexandre Relvas. Um blend de Touriga Nacional, Touriga Franca e Cabernet Sauvignon. O Cabernet Sauvignon remata muito bem este vinho.

O Herdade de São Miguel – Escolha dos Enólogos 2009 foi-me oferecido pelo meu amigo Diogo Rodrigues, no meu último aniversário.

Acompanhou muito bem umas carnes de porco grelhadas no nosso novo barbecue.

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Beja Wine Night 2011 – Como foi

Beja Wine night 2011

Beja Wine night 2011

Beja Wine Night 2011

Sobre a Beja Wine Night 2011 faltava escrever um artigo sobre a visita a este evento na cidade de Beja.
Sem duvida que foi uma celebração dos Vinhos do Alentejo, num local diferente e emblemático, o Castelo de Beja.

Foi um festa destinada ao grande público. Aquele que compra e leva para casa o vinho Alentejano.

Cheguei antes da hora marcada, para tentar recolher imagens do Castelo a encher-se e não tardou muito para que o espaço ficasse repleto. A Essência do Vinho produtora do evento aponta para mais de duas mil pessoas presentes na Beja Wine Night 2011. Notou-se e bem, os três bares pareciam minúsculos, com o mar de gente que inundou o Castelo a partir de determinada hora.

Os visitantes tiveram oportunidade de provar vinhos de cerca de 48 produtores alentejanos.
De certeza que com este evento muitos provaram coisas novas, apenas só por este facto já foi bastante enriquecedor.

Será esta uma das melhores maneiras de promover os vinhos Alentejanos?
Creio que sim e depois, estavam a jogar em casa, nada melhor do que começar por promover os produtos regionais na própria região para criar verdadeiros embaixadores dos Vinhos do Alentejo.

Eu já vive um terço da minha vida no Alentejo e provavelmente o primeiro vinho que provei era Alentejano.

Um agradecimento especial à Essência do Vinho pela forma como me recebeu.

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