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Companhia das Quintas – Selecção do Enólogo

Companhia das Quintas - Selecção do Enólogo

Três vinhos, três regiões, dois enólogos, três opções distintas para três referências da Companhia das Quintas.

Para além da marca e dos enólogos, ambos têm no seu blend a casta Touriga Nacional e passaram por um estágio em madeira, que lhes conferiu mais complexidade, embora sejam distintos.
Os rótulos são sóbrios e na minha opinião só lhes falta a menção a Portugal.
Em termos de preço rondam os €5,00.

Qual terá sido o meu favorito?

Quinta De Pancas Selecção do Enólogo 2008
De cor rubi. Aroma a fruta. Na boca vegetal, com um toque agradável a madeira. Final curto.
Neste vinho reina o Cabernet Sauvignon, esta casta acaba por sobrepor-se às restantes, estando bem casado com a madeira.

Herdade da Farizoa Selecção do Enólogo Tinto 2009
De cor rubi. Uma pitada de chocolate no aroma. Na boca taninos, novamente chocolate e madeira com boa fruta.
Gostei da combinação taninos e madeira.

Quinta do Cardo Selecção do Enólogo Tinto 2009
De cor violeta. Aroma a terra com laivos de violeta. Boa acidez, feminino. Agradável. Final longo.
Um vinho com uma acidez cativante.
A combinação Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, com um estágio em madeira foi bastante feliz.
Este foi dos três vinhos o meu preferido.

Nota: Vinhos enviados pela Companhia das Quintas.

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Terra D’Alter Tinto 2009

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O Terras D’Alter Tinto 2009 é um vinho alentejano económico, sem defeitos, composto pelo blend de Aragonez, Alicante Bouchet, Touriga Nacional e Trincadeira.

No aroma temos fruta com uma nota de madeira. Na boca é leve, macio, fácil com um retrogosto a tosta.

Pedir mais é difícil, acompanhou como um campeão um empadão de carne.

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Cabrita 2007

Nota: vinho oferecido pelo produtor.

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Este Cabrita 2007 é proveniente da Quinta da Vinha, localizada no concelho de Silves. Propriedade de José Manuel Cabrita, tendo apenas 6,6 hectares de extensão.

A produção de uva começou no final dos anos setenta, com o seu pai. Mas no inicio do milénio, sofreu uma renovação com enxertia e plantação de novas castas.
A uva produzida na quinta era usada para vinho caseiro, mas também para ser vendida à Adega Cooperativa de Lagoa.
Hoje em dia a vinha produz as seguintes castas: Touriga-Nacional, Trincadeira, Aragonez e Castelão.

Em 2007, deu-se a primeira produção com uma marca própria, com um tinto, um branco e um rosé.

Cabrita

O Cabrita 2007, é um vinho de cor rubi, aroma a frutos vermelhos com um toque agradável a tosta. O sabor é especiado, e ainda se sente uma fruta fresca. Quanto aos taninos, sempre os taninos!
Estão bem domesticados e o vinho é agradável no palato e de final longo.

Quinta da Vinha

A Quinta da Vinha tem ainda uma outra particularidade, serve de hub entre alguns dos pequenos produtores Algarvios, tanto para a vinificação como para a guarda de alguns vinhos em barrica.

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Chocco Chino 2010

Chocco Chino 2010

Nota: Vinho enviado pela Thierry’s.

O Chocco Chino 2010, é o primeiro monocasta Shiraz Sul Africano que provo.

É um vinho produzido pela KWV na África do Sul e comercializado pela Thierry’s a partir do Reino Unido.
Sobre a Thierry’s dizer que é uma empresa com mais de trinta anos de actividade, dedicada à comercialização de vinhos do mundo e sedeada em Romsey, Hampshire no Reino Unido.
Não tenho nenhuma ligação comercial com nenhuma destas empresas.

Desde Novembro de 2006 que utilizo o Twitter, e considero-o uma ferramenta bastante potente no que toca à comunicação. É bastante mais rápida do que o Facebook ou outra qualquer rede social para trocar impressões.
A razão pela qual estou a provar este Chocco Chino 2010 da Thierry’s, é bastante simples, eles através da sua conta do Twitter @thierryswine perguntaram quem estava interessado em prova-lo e eu respondi que sim. Simples, numa questão de dias o vinho chegava pelo correio.

Uma maneira diferente de promover um produto.

Falando agora sobre o Chocco Chino 2010, comecemos por fora.
É uma garrafa de 0,750ml tipo Bordeaux, com tampa de rosca.
O rótulo é bastante interessante e diferente dos que tenho visto normalmente em Portugal. Contem o ano de produção, nome do vinho, casta, nota de prova, prato recomendado para servir o vinho e país de origem.
Pelo rótulo arrisco a dizer que se trata de um vinho direccionado para um consumidor que está a começar no mundo do vinho.
A nota de foodparing, para o cordeiro assado no forno é bastante perspicaz e aponta uma vez mais para a aposta que fazem num determinado tipo de consumidor que não quer pensar muito. Ainda à alguns dias trocava mensagens sobre o espaço que as marcas brancas estão a ganhar nos lineares e este é um vinho criado por um importador para um determinado país.

O conceito do vinho também é interessante, contam eles que o enólogo gostava de vir a tornar-se um barista, mas o apelo do vinho foi mais forte e tornou-se enólogo.
Assim com o shiraz sul Africano e com barricas de carvalho tentaram criar um vinho que se assemelhasse ás características do café moca.

No aroma chocolate e notas de tosta. Na boca uma acidez agradável, tostado e fresco. O final de boca é longo e agradável de sabor achocolatado.

Gostei, talvez porque sou um apaixonado por café, por vinhos com acidez, tosta, Syrah e gosto de provar vinhos do mundo.

Um vinho bem feito, a pensar muito no consumidor.

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Herdade de São Miguel – Escolha dos Enólogos 2009

Herdade de São Miguel - Escolha dos Enólogos 2009

Um vinho de cor negra e aroma a frutos vermelhos. Encorpado mas bastante elegante, com um agradável sabor a pimentas e final de boca de boa persistência.
O Herdade de São Miguel – Escolha dos Enólogos 2009, é um vinho da Casa Agricola Alexandre Relvas. Um blend de Touriga Nacional, Touriga Franca e Cabernet Sauvignon. O Cabernet Sauvignon remata muito bem este vinho.

O Herdade de São Miguel – Escolha dos Enólogos 2009 foi-me oferecido pelo meu amigo Diogo Rodrigues, no meu último aniversário.

Acompanhou muito bem umas carnes de porco grelhadas no nosso novo barbecue.

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Quinta do Carmo Garrafeira 1986

Quinta do Carmo - Tinto Garrafeira 1986

Para Domingo de Páscoa o vinho que escolhemos para acompanhar uma perna de Borrego Assada no forno foi o Quinta do Carmo Garrafeira 1986.
Lembro-me quando comecei a provar os primeiros vinhos nunca ficava satisfeito com os vinhos velhos, achava sempre que lhes faltava algo.
Hoje em dia, mudei completamente.
Provavelmente pelo respeito que tenho por quem os produz, pelos enólogos, por todos aqueles que amanham a terra e cuidam das videiras, mas essencialmente porque o meu paladar também mudou.

Voltando a este grande vinho tinto Alentejano, o Quinta do Carmo Garrafeira 1986 produzido e engarrafado por Julio Bastos. As suas castas são Alicante Bouschet, Castelão e Trincadeira.
A cor é já acastanhada, mas densa. No nariz ainda se nota toda a força deste vinho, com tabaco e couro.
Um daqueles vinho que deixa saudades, quando se o termina.
Clássico e uma referência que não pode desaparecer.

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Porta dos Cavaleiros 2007

Porta Dos Cavaleiros 2007

Segui o conselho do Enoperiplos e visitei novamente o Pingo Doce em busca do Porta dos Cavaleiros.
Este vinho é produzido pelas Caves São João, e é um vinho que é vendido a €2,19 não se podendo pedir muita coisa.

O Porta dos Cavaleiros 2007 é um vinho do Dão para o dia-a-dia que no copo nos brinda logo com um aroma bastante agradável a fruta madura. Possuindo uma cor rubi bastante marcada.
É macio e encorpado o suficiente para justificar o seu preço.
Não lhe peçam mais que ele não têm, simples e económico.

Entretanto aproxima-se o fim-de-semana e este pede vinhos mais elaborados.

Vamos ver o que se encontra nos escaparates.

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