A Diocese do Algarve têm no Santuário da Mãe Soberana em Loulé, um dos seus mais emblemáticos santuários, o mesmo acontece com os apaixonados pelo vinho com o Restaurante Garrafeira Veneza no sítio de Mem Moniz, em Paderne no Algarve.
Muitos restaurantes têm as paredes engalanadas de obras de arte de dúbia qualidade e valor artístico, no Veneza, as paredes estão cobertas com uma criteriosa selecção de vinhos do mundo!
A lista de vinhos é tão extensa que podia criar um blog só dedicado ao Veneza.
A comida servida é confort food, realizada com carinho e atenção, correcta sem malabarismos nem salamaleques.
Os jantares vínicos do Winemine Club normalmente realizam-se aqui e aceitei com todo o gosto o convite da Claire Larson, para participar.
O produtor convidado foi Philip Mollet da Aldeia da Serra D’Ossa da Herdade da Maroteira.
O primeiro vinho a ser servido foi o 10 Gulden Rosé 2010, com aroma e sabor predominantemente a frutos vermelhos bem frescos.
Um Rosé 100% Syrah, diferente do habitual pelo seu final marcadamente seco.
A pedir um final de tarde e uma boa conversa entre amigos.
A Herdade da Maroteira acenta os seus vinhos essencialmente entre as castas Syrah e Viognier.
Seguidamente o 10 Gulden Branco 2010, mais um extremo desta vez de Viognier, que só conheceu o inox.
No nariz aromas tropicais, um branco que surpreende na boca pela densidade.
Acompanhou o bacalhau à Conde da Guarda, ainda um outro vinho o Cem Reis Viognier 2010, novamente um estremo.
Um vinho mais gastronómico, com uma untuosidade gulosa e com um toque especiado.
Gostei.
Estes brancos da Herdade da Maroteira, nem parece que são da região do Alentejo.
É por esta variedade que acho tão interessante o mundo dos vinhos!
E foi sobre isso que falamos durante todo o jantar.
Para acompanhar a vitela estufada, foi servido primeiro o 10 Gulden Tinto 2010.
Este é um blend e não um mono casta como todo os outros vinhos apresentados pela Herdade da Maroteira.
Com um nariz bastante vivo devido aos perfumes da madeira e das especiarias. Na boca encontramos boa fruta, com boa acidez.
Para encerrar a noite em grande foi servido o Cem Reis Syrah 2010.
O enólogo que trabalhou todos este vinhos é António Maçanita.
Um vinho com uma grande concentração de fruta fresca muito forte. A sensação de especiarias habitual nesta casta sente-se neste vinho levemente, conferindo apenas subtileza.
Um Syrah a ter em conta.
Comprei o 2009 para perceber como evolui a grande concentração de fruta com o tempo.
Fiquei com muito boa impressão dos vinhos da Herdade da Maroteira.
Pois para além da qualidade que lhe é reconhecida, não têm um portfolio tradicional e isso agrada-me.









































