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Tudo pelo Dão – #daowinelover

1º Encontro e Prova Internacional de Vinho - #Encontro11

Estávamos na segunda metade dos anos oitenta e das primeiras memórias que tenho sobre vinho é encontrar na garrafeira do meu pai, bastante garrafas de vinho tinto da Sogrape, da marca Grão Vasco, com um lettering bem distintivo com a palavra Dão.
Parece tudo confluir para o Dão!

Casa da Passarela Vinhas Velhas 2008

Dois dos mais populares Wine Bloggers Portugueses, o Rui Miguel Massa e o Miguel Pereira, decidiram fazer lobby pelos vinhos da Região Demarcada do Dão.
Existe assim um grupo no Facebook para o efeito o #daowinelover, e através do Twitter também se pode ir seguindo o que vai sendo dito através desta mesma hashtag #daowinelover.

Porta dos Cavaleiros Reserva 2007

É um grupo de discussão exclusivo para amantes do vinho do Dão, que vai certamente juntar muitas pessoas em seu redor, pois a região produz vinhos bastante carismáticos.
O produtor João Tavares de Pina, sobre os vinhos do Dão refere-se “que os autênticos, são austeros, sempre com a terra a marcá-los”, partilho dessa mesma opinião, e esse talvez seja o perfil que um amante e conhecedor de vinhos procura e identifica na região do Dão.

Adegga Wine Market 2011

Espero que este grupo possa proporcionar boas discussões!

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Quinta da Nespereira VINEATICU 2011

Quinta da Nespereira VINEATICU 2011

Os primeiros vinhos da Quinta da Nespereira, chegaram ao mercado em 2004.
A quinta têm actualmente 20 ha de vinha, plantados em 1997. Com castas como a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro, Jaen, Encruzado e Verdelho.

Este Quinta da Nespereira VINEATICU 2011, é um blend de Encruzado e Verdelho.

Para quem se interessa sobre os processos de vinificação este vinho teve uma fermentação em barricas de carvalho francês, com direito a batonnage, para lhe conferir maior complexidade e maciez.
Para referência, os 13.5% não se fazem sentir.

A cor é amarela, como disse facilmente a minha filha.
Nos aromas, vegetal, complexo e um toque a madeira.
Na boca temos um agradável volume, a acidez é bastante viva – quase que picante no primeiro instante.
A madeira nota-se e está no limiar, tapar um vinho tão agradável de Encruzado e Verdelho com madeira neste caso seria nada sensato. Felizmente que não o fizeram!
Em conversa com o Nuno Gonçalo Monteiro ficamos bastante curiosos como irá evoluir no tempo esta colheita.
O final é longo com toque cítrico bastante acentuado e prazeroso.

Foi uma grande surpresa vinda do Dão.

Um vinho que irei comprar decididamente, pela acidez, nota cítrica no final e volume que apresenta.

Nota: Vinho envido pela Quinta da Nespereira.

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Casa da Passarela Rosé 2010

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Isto dos blogues quer queiram quer não, é a exposição máxima dos nossos dias.
Partilho as minhas experiências porque acho que são interessantes e estão ao alcance da maioria.
Nem sei o porque de me justificar tantas vezes.

Almoço de Sábado sem qualquer preparação devido à agenda das meninas e ao meu atraso com um afazer, o que há, o que fazemos, para o almoço?
Nada como massa, molho de tomate, atum, bacon, manjericão, cebola, queijo e claro um vinho para acompanhar isto tudo.
Daquelas receitas simples, que não produzem pratos complexos, mas simples e que remetem a memórias passadas.

O escolhido já estava na calha, leia-se frigorifico e talvez a decisão para o que saiu se deva a ele – Casa da Passarela Rosé 2010, queria ver como poderia resultar com um prato simples, deste género.

Sobre o vinho é produzido no Dão, a partir de duas castas, Tinta-Roriz e Touriga Nacional. E foi gentilmente oferecido pelo seu enólogo, Paulo Nunes.
Ainda não tinha provado qualquer vinho deste produtor, acreditem que não, eu também me pergunto porquê demorei tanto tempo!

De cor rosada intensa, tem um aroma a fruta intenso, na boca é elegante, fresco, framboesa? Tive a sensação disso. Com o subir de temperatura e sol que estava esta manhã pensei que o Verão tinha regressado ao Algarve. O final é longo e muito agradável.

Bom fim-de-semana!

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III Grande Mostra de Vinhos de Portugal – visita

Domingo passado fomos até Albufeira, ao EMA para visitar a III Grande Mostra de Vinhos de Portugal, organizado pela Confraria Bacchus de Albufeira.
Paguei €3,00 pelo copo, e dei uma volta de reconhecimento ao espaço da mostra.
Os produtores eram variados e interessantes.
Sabia que o tempo era limitado para a visita e as duvidas instalavam-se.
Visitar todos os produtores (praticamente cinco dezenas) rapidamente ou seleccionar alguns de um modo quase que aleatório?

Se não os visitei a todos foi porque é impossível faze-lo com qualidade.
Deveria ter conseguido efectuar duas visitas, mas tal não foi possível.

Quinta do Francês

Iniciei a volta pela Quinta do Francês, Odelouca, Algarve.
Na companhia do enólogo António Narciso, que estava lá com a Quinta da Fata.
Gostei do Encostas de Odelouca Rosé, resultado de um blend de Trincadeira, Aragonez e Cabernet-Sauvignon. Com Frutos vermelhos e armonioso o suficiente.

De seguida, Quinta da Penina, Penina, Algarve.
Provámos o Foral de Portimão Petit Verdot, boa madeira com notas a amora. Do Foral de Portimão Reserva, gostei das notas a baunilha.

Quinta da Vinha - Cabrita

Rumamos até à Quinta da Vinha, Silves, onde reencontrei o produtor José Manuel Cabrita. Provamos o Cabrita Rosé 2009, Touriga-Nacional e Trincadeira um Rosé de perfil clássico.
O Cabrita Tinto de 2008 com Touriga-Nacional, Aragonez e Trincadeira, é um vinho intenso.

Monte da Casteleja

O seguinte produtor foi Guillaume Leroux, do Monte da Casteleja, Lagos. Um vigneron com gosto marcado pelos vinhos de Bordéus.
Que me explicou quer os seus vinhos o mais naturais possíveis, serão aquilo que a casta tiver para dar.
O Monte da Casteleja 2007, é a combinação de Bastardo e Alfrocheiro, um vinho elegante com aromas a compota e anis.
O Monte da Casteleja Maria Selection, para além de Bastardo e Alfrocheiro tem também Alicante-Bouschet, um vinho rico e intenso, com notas a café e a figos secos.
O Rosé têm inspiração nos Rosés de Bordéus.

Adega Cooperativa de Cantanhede

Na continuação fui provar um dos Espumantes da Bairrada que aprecio, o Marquês de Marialva Bical Bruto Reserva da Adega Cooperativa de Cantanhede.
Estavam todos encantados por o Marques de Marialva Baga Bruto de 2008, ter obtido a medalha de ouro no Berliner Wein Trophy na edição de decorreu em Fevereiro de 2011.
Quem não fica, quando o nosso trabalho é reconhecido.

Herdade da Calada

A próxima paragem seria na Herdade da Calada, um produtor da região do Alentejo, onde provei um dos melhores Rosés da tarde, um 100% Aragonês com um aroma a muita fruta vermelha e em boca cerejas doces.
O Block nº 3 2007 é o topo de gama dos tintos deles e é o resultado de uma vindima manual, envelhecido 12 meses em barricas de carvalho Francês.
As suas castas são Touriga Nacional, Alfrocheiro e Syrah.
O resultado é um vinho equilibrado com destaque para a pimenta do Syrah. Recebeu da Decanter, nos World Wine Awards o Bronze em 2010.

Folias de Baco

Rumei até ao Douro para encontrar um projecto que me chamou à atenção pelo design distinto e irreverente.
Estou a falar da Folias de Baco com as quatro referencias Olho no Pé, um Branco, um Rosé, um Pinot Noir e um colheita tardia.
O Olho No Pé Grande Reserva 2008 tem a particularidade de ser proveniente de vinhas com mais de 70 anos, essencialmente Viosinho, Rabigato e Gouveio. Gostei da sua estrutura e untuosidade na boca.
O Olho No Pé Pinot Noir Grande Reserva 2007, mostra que o Douro têm capacidade fantásticas para produzir este tipo de casta.
O Olho no Pé Colheita Tardia, também está muito competente.

Quinta das Bajancas

Ainda no Douro no espaço da Camara Municipal de S. João da Pesqueira, provei os vinhos de António Alfredo Lamas.
Que foi um dos brancos da tarde que assinalei no bloco de notas. O Bajancas Branco Private Selection 2008, Rabigato, Gouveio e Códega do Larinho, criam um vinho com um volume, untuosidade e mineralidade cativante.

Quinta da Fata

Desvio-me para a região do Dão, para provar os vinhos da Quinta da Fata.
Vinhos clássicos, sem tiques mas com a qualidade devida. E que estão disponíveis no mercado a preços bastante acessíveis.
Os vinhos de Eurico Amaral, têm uma simplicidade tremenda mas ao mesmo tempo transmitem uma satisfação enorme.
Sem ainda não ter ido à Quinta consegue-se cheirar os Pinheiros, que sei que têm pelos seus vinhos.
O Quinta da Fata Reserva e o Quinta da Fata Touriga Nacional, são sempre agradáveis de provar.

Dona Berta

Para terminar a tarde, nova incursão ao Douro, para a Quinta do Carrenho.
Pois claro, vinhos Dona Berta de Hernani Verdelho.
Nos brancos Dona Berta Reserva Vinha Centenária 2008, a textura, o final longo e as notas de fruta.
Nos tintos, destacar talvez o Dona Berta Grande Escolha 2007, com as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão e Touriga Francesa, fazem dele um vinho com uma cor carregada, com notas de frutos vermelhos. Elegante e com boa complexidade.

Paixão pelo Vinho

Dei a tarde como muito bem empregue.
Passei a conhecer mais vinhos de Portugal e aprendi bastante.
As restantes fotografias que efectuei podem ser consultadas, aqui.

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Porta dos Cavaleiros 2007

Porta Dos Cavaleiros 2007

Segui o conselho do Enoperiplos e visitei novamente o Pingo Doce em busca do Porta dos Cavaleiros.
Este vinho é produzido pelas Caves São João, e é um vinho que é vendido a €2,19 não se podendo pedir muita coisa.

O Porta dos Cavaleiros 2007 é um vinho do Dão para o dia-a-dia que no copo nos brinda logo com um aroma bastante agradável a fruta madura. Possuindo uma cor rubi bastante marcada.
É macio e encorpado o suficiente para justificar o seu preço.
Não lhe peçam mais que ele não têm, simples e económico.

Entretanto aproxima-se o fim-de-semana e este pede vinhos mais elaborados.

Vamos ver o que se encontra nos escaparates.

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Dão Saes Colheita Exclusiva Tinto 2008

SAES

Este Dão Saes Colheita Exclusiva Tinto 2008 é o irmão mais novo e economico dos vinhos da Quinta da Pellada.
Uma escolha mais do que acertada para um vinho do dia-a-dia, sendo um bom cartão de visita para a região do Dão.

De côr vermelha rubi, deixa bem antever aquilo que são os grandes vinhos de Álvaro de Castro.

Custou-me no sítio do costume menos de €3,00.

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