
Durante a semana tentei fazer o trabalho de casa para perceber melhor quem é afinal esta dupla de enólogos que materializam o Monte Cascas.
A prova na About Wine – Vinhos & Gourmet estava prevista para o final de tarde de Quinta-feira, temi que não conseguir chegar a horas, mas felizmente cheguei a tempo de provar alguns dos vinhos em apresentação e não saí defraudado.

Provei os seguintes vinhos:
Monte Cascas Colheita Douro 2009
No nariz bastante mineral, com fruta de caroço, boca fresca e final longo.
Acabei por comprar!
Monte Cascas Reserva Douro 2008
Na boca cremoso e mineral com boa acidez, encorpado e persistente.
Monte Cascas Colheita Douro 2009
No nariz frutos negros, na boca encorpado, e com sabor a especiarias.
Monte Cascas Reserva Alentejo 2008
Com 90% Alicante Bouschet e um toque de 10% Cabernet Sauvignon.
É um vinho com uma cor vermelho carregada.
No nariz, café, terra e especiarias. Na boca, frescura e muita fruta preta.
Monte Cascas Reserva Douro 2008
No nariz alguma pimenta, na boca amoras, encorpado e elegante.

Helder Cunha – enólogo do Monte Cascas.
O conceito do Monte Cascas é simples, não tem vinhas próprias, limita-se a procurar de Norte a Sul as melhores vinhas para poder comprar as uvas e vinificar nas suas adegas. E assim cria os seus vinhos. A julgar pelos vinhos apresentados, está de parabéns. Vinhos com bastante carácter.
Depois de vários anos a trabalhar por conta de outrem, Helder Cunha e Frederico Vilar Gomes decidiram avançar com esta forma invulgar de criar vinhos em Portugal. Por exemplo, o Helder Cunha passou pelos Vinhos Borges, e hoje em dia ambos estão de corpo e alma neste projecto.
Nesta apresentação em Faro esteve apenas presente Helder Cunha do Monte Cascas a falar dos seus vinhos. Bastante simpático, atencioso e bom comunicador. Proporcionou um ambiente bastante agradável neste final de tarde em véspera de feriado nacional. Questionei-o se faziam algum trabalho de consultoria a alguns produtores. A resposta foi negativa.
A About Wine – Vinhos & Gourmet nas suas apresentações / degustações tem dado a conhecer os novos projectos, mas também os já conceituados.
Eu fui para a prova com o pensamento que iria provar o Malvasia de Colares. Pela sua singularidade.
Foi-me dito que apenas fizeram seiscentas garrafas, explicou o Helder Cunha, não restando nenhumas na distribuição, nem para este tipo de provas. Espero para o ano poder vir a adquirir este vinho.
Tenho um grande apresso pelos vinhos clássicos portugueses e temo pela sua extinção.
De louvar o trabalho do Monte Cascas com a Malvasia de Colares e o Fernão Pires do Ribatejo.
O Monte Cascas, apresenta-se ao mundo como sendo vinhos do Old World e sem dúvida que é isso que fazem.
Gostei bastante do conceito e da qualidade dos vinhos apresentados.