O que é o #EWBC ?

Some tools for the #EWBC11
Algumas das coisas que seguem na mochila para Itália.

É mais do que uma conferência, é um encontro realizado por wine bloggers para wine bloggers. É um encontro da comunidade.
Podem consultar a lista dos participantes aqui bem como o respectivo programa.

Finalmente depois de três edições, Rioja, Lisboa e Viena, vou participar na edição deste ano da European Wine Bloggers Conference #EWBC que se vai realizar na cidade de Brescia de 14 a 16 de Outubro.

Foi possível ao longo destas semanas que antecedem o evento poder escolher em que sessões queremos participar e que visitas podemos fazer.
Neste momento, já tenho as minhas escolhas feitas e aguardo com alguma ansiedade o início do encontro.

Não escondo que tenho curiosidade em conhecer algumas pessoas pessoalmente, uma coisa é ler aquilo que vão escrevendo, outra, é conhecer a pessoa cara a cara e poder com ela partilhar as nossas opiniões e ouvir de viva voz a sua paixão pelo mundo dos vinhos.

Com a minha participação na #EWBC, quero essencialmente aumentar os meus conhecimentos sobre vinhos e sobre a forma como escrevo acerca deles.
Iremos visitar vários produtores Italianos e será uma boa oportunidade também para provar vinhos diferentes. Mas para além disso quero trocar ideias e repensar esta actividade de blogger. Sendo que tenho a noção clara da nossa realidade em Portugal.

Logo no dia 13 para além do Pirlo Talks, iremos ter um jantar BYOB, no qual já contamos com uma lista com mais de 50 vinhos oriundos de 13 países.

Irei levar um vinho tinto Doce, do Douro da Quinta do Pôpa. Irreverente e diferente do que normalmente esperariam vindo de Portugal.

Entre os oradores por exemplo iremos contar com George Taber, repórter do afamado “Julgamento de Paris“.

Das visitas possíveis optei por ir visitar as seguintes regiões: Alto Adige e Chianti Classico.

Tentarei fazer um relato diário, podem seguir-me no Twitter e também criei este space só sobre o EWBC.
Artigos mais relevantes podem ser publicados no blog.
Irei também actualizando a minha galeria fotográfica, na medida do possível.

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BurgWeine – Loja online de vinhos Grüne Veltliner

Grüner Veltliner

A casta branca Grüner Veltliner é a mais popular de entre as 22 castas brancas classificadas na Áustria, sendo que dois terços da área plantada neste País é de variedades brancas.
Esta casta dá origem a vinhos essencialmente com notas a frutas (principalmente maçãs), especiarias (pimenta), com boa acidez, sendo que também podemos encontrar notas tropicais e aromas doces.

Para falar a verdade, antes de ter recebido estes vinhos Austríacos, ainda não tinha provado vinhos desta casta.

Grüne Veltliner Wine

Ao abrir a caixa de cartão canelado vinda da burgWeine, o destaque da bandeira Austríaca no topo das tampas de rosca foi uma imagem fortíssima, uma mensagem clara de onde é proveniente este vinho. De assinalar que as seis garrafas, não são todas do mesmo produtor, mostrando uma estratégia concertada de marketing que é reclamada em terras Lusas.
Referir que as seis garrafas chegaram em perfeitas condições, sendo que o mito da compra de vinho pela Internet e entregue por empresas de distribuição, cai por terra quando embalado correctamente.

Os vinhos recebidos foram:

Grüner Veltliner Tschaterberg 2009 – Uwe Schiefer
Grüner Veltliner Only Sixteen 2007 – Weingut Proidl
Grüner Veltliner Lamm 2008 – Weingut Hirsch
Grüner Veltliner vom Urgestein Senftenberger Ehrenfels 2008 – Weingut Proidl
Grüner Veltliner Hundsberg 2007 – weingut Uibel
Grüner Veltliner Altenberg Weinviertel DAC 2009 – Weingut Prechtl

Grüne Veltliner Wine

Mais curiosidades, a loja burgWeine dedica-se apenas à venda online da casta, Grüner Veltliner. Portanto se são fãs desta variedade, ou pretendem vir a conhecer uma boa variedade destes vinhos a burgWeine poderá bem ser o endereço certo.

O proprietário desta loja é Thomas N. Burg, pode-se seguir a actividade da loja através do Twitter, numa página para empresas no Facebook e no blog com as últimas actualizações sobre o que vai acontecendo em redor do negócio.
É uma loja Austríaca, mas têm uma versão em Inglês facilitando a sua utilização.

Já provei alguns dos vinhos e posso dizer que foram uma agradável surpresa, irei publicar mais detalhes sobre cada um deles nos próximos tempos.
O tempo ajuda e ainda apetece um bom branco fresco!


Nota: Os vinhos foram enviados gentilmente pela burgWeine, apenas paguei os portes de envio.

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Quinta do Gradil – Vindimas 2011

Quinta do Gradil - Vindimas 2011

O programa do passado dia 17 de Setembro foi participar numa experiência tradicional de vindimas na Quinta do Gradil.
Fomos mais de 200 convivas, entre eles e elas destacava-se um grupo de ingleses, mas já lá iremos a esses com mais pormenor.

Quinta do Gradil - Vindimas 2011

Foi a segunda vez que visitei esta Quinta, impregnada de vinhas e de história e uma vez mais, fui acolhido com a simpatia já conhecida.

Quinta do Gradil - Vindimas 2011

Quinta do Gradil - Vindimas 2011

A parte da manhã foi destinada à vindima de um talhão de Alfroucheiro, que foi colhido de forma tradicional e que rendeu mais de 3 mil quilos de uva. À semelhança do ano passado esta uva será vinificada e terá direito a engarrafamento especial. Acabei por ficar à conversa e a fotografar, mas vindimar nada, nem um cacho!…

Depois da apanha, tivemos um pequeno lanche antes do despejo das uvas para o tegão. De seguida Luís Vieira, administrador da Quinta do Gradil, António Ventura, Enólogo residente e Rogério Castro, Professor Viticultor, falaram-nos um pouco sobre o trabalho realizado na Quinta e do seu terroir.

A tarefa mais difícil estava a aproximar-se, um almoço convívio entre o casario.
Grande momento de confraternização, a mesa redonda foi palco de muitas conversas, na grande maioria sobre vinho e gastronomia sem faltar um bocadinho de tecnologia.
Finalmente, conheci pessoalmente o Daniel Barradas e o Vicente Themudo de Castro.
O resto do gangue, quase que nem precisa de apresentações.

Quinta do Gradil - Vindimas 2011

Os convidados britânicos, eram representantes da Naked Wines, uma distribuidora de vinhos online no Reino Unido, que viajaram até Portugal para entre outras actividades participarem nesta experiência tradicional de vindimas portuguesas. Luís Vieira, através da sua referência Montaria Wines, é uma das marcas portuguesas de vinho disponíveis online para venda na Naked Wines.

Para quem queria aprender um pouco mais sobre os mono casta comercializados pela Quinta do Gradil, existia um espaço onde eles estavam expostos com as respectivas uvas de cada casta e uma nota explicativa.

Quinta do Gradil - Vindimas 2011

Uma das novidades da tarde, foi a apresentação do Espumante Bruto Quinta do Gradil. Este já está disponível no mercado desde esta semana.
Fomos ainda premiados com uma garrafa de Quinta do Gradil Alicante Bouschet, uma produção limitada a 1000 garrafas, resultado da vindima efectuada no evento de 2010.

Quinta do Gradil - Vindimas 2011

Cheguei a casa cansado da viagem mas, com a agradável sensação de ter passado um grande Sábado entre amigos, vinhos e vinhas.

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Desafio 4 – Cortes de Cima

Desafio 4 - Cortes de Cima
A caminho para o monte.

Os Desafios da Adega, são definitivamente um reencontro de amigos em torno do vinho. E este que nos levou ao Alentejo, foi uma vez mais, especial.
O desafio número quatro estava marcado para Cortes de Cima Vidigueira em pleno Alentejo, uma propriedade com 130 ha de vinha.

Para alguns já não era novidade visitar Cortes de Cima. Pessoalmente, foi a segunda vez que visitava a propriedade e estava bastante curioso para ver como se encontrava a adega já que as vindimas estavam no seu auge.

Se são as pessoas que fazem uma empresa, esta máxima vive-se a 100% em Cortes de Cima. A simpatia, a disponibilidade e a amabilidade são uma constante.
O que veio a proporcionar uma manhã fantástica. Não interpretem estas palavras como bajulação gratuita, fomos bastante bem acolhidos, e não nos sentimos a invadir nenhum espaço. Visitar o que quer que seja é sempre uma experiência e esta foi bastante bem sucedida.

Da visita constava uma prova surpresa de vários mostos, uma visita à Adega e a prova de algumas das suas referências.

Desafio 4 - Cortes de Cima
Hamilton Reis falava sobre o crescimento da videira.

Para quem é mais do que um consumidor ocasional de vinhos a prova de mostos foi interessante. Ter uma ideia mais concreta do trabalho diário do enólogo em perceber o que está a acontecer ao seu futuro vinho, foi muito enriquecedor. Quem nos acompanhou nesta etapa da visita foi o enólogo principal Hamilton Reis, de reconhecido bom humor e de conversa cativante. A manhã passou num ápice entre a sala de estágio das barricas e a adega experimental. Provar mostos requer ainda mais conhecimentos e não é tarefa fácil mesmo para os apaixonados pelo vinho.

Desafio 4 - Cortes de Cima
Os vários mostos em prova.

A parte mais agradável ao paladar veio com a Helena Sardinha, assistente na parte da enologia em Cortes de Cima, como ela gosta de dizer: ajuda a fazer vinho.
Estivemos uma vez mais à conversa e provamos os seguintes vinhos:

Chaminé branco 2010
Chaminé tinto 2010
Cortes de Cima 2009
Touriga Nacional 2007

Uma manhã perfeita no Alentejo.

Desafio 4 - Cortes de Cima
Referências em prova.

Sem restaurante marcado, liga para este, vê novamente aquele guia, acabamos a almoçar muito para além da hora normal no Restaurante Lucas em Cuba.
Atendimento fantástico e preços populares. As várias carnes de porco grelhadas e a feijoada, satisfizeram o grupo. P’lo meio ainda tentamos encontrar um bom Antão Vaz, mas sem sucesso.

Desafio 4 - Cortes de Cima
Uma das travessas servidas no almoço – Restaurante o Lucas, Cuba.

Desafio uma vez mais, superado.

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Livro: O gosto do vinho – Émile Peynaud e Jacques Blouin

O gosto do vinho

Numa troca de comentário no Facebook, com a Alexandra Corvo e o Hugo Mendes, ambos referiram o livro de Émile Peynaud e Jacques Blouin, O gosto do vinho, como uma referência de leitura quase obrigatória.

E como preciso e apurar os meus conhecimentos, logo que tive a oportunidade comprei o livro.
Não tenho pretensões de vir a ser enólogo, mas como blogger, quero saber e escrever melhor sobre vinhos.

Como existe uma versão mais reduzida, com o título: Descobrir o gosto do vinho, achei que podia ser também uma boa escolha para inicio de leitura.

O desafio agora é conseguir ler os livros!

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