Barca Velha 2004


Fotografia de André Ribeirinho.

E o mistério está desfeito.
O novo ícone da casa Ferreirinha será o vintage de 2004.
O primeiro Barca Velha foi lançado em 1952.

Barca Velha tem o seu nome associado a uma barca (velha..) que naquele período fazia a travessia do Douro, próximo das quintas onde o vinho era produzido.Existe apenas uma garrafa da primeira colheita do Barca Velha – uma magnum de 1952, cujo valor é, hoje, incalculável.

Este Barca Velha 2004 é um blend feito com as castas Touriga Nacional (40%), Touriga Franca (30%), Tinta roriz (20%) e Tinto Cão (10%).
Num total de 26.068 garrafas. O vinho estagiou 16 meses em barricas de Carvalho Francês, em madeira nova (75%) e madeira usada (25%).

Vai directo para a lista de compras o Barca Velha 2004, por tudo aquilo que ele representa para o vinho de mesa em Portugal.

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Visita à Herdade da Calada

Herdade da Calada
Vista interior da Adega da Herdade da Calada

No dia de ontem a convite da Herdade da Calada, visitei as suas instalações, juntamente com alguns jornalistas e profissionais da hotelaria.
Obrigado pelo reconhecimento do meu trabalho como wine blogger.

Herdade da Calada
Barricas da Herdade da Calada

A Herdade da Calada foi fundada em 1854 pelos descendentes dos duques de Lancaster.
Ficando situada na estrada N18, ao Km 12, sentido Évora – Estremoz, com um total de 420 hectares, tendo 37 hectares de vinha.
Este pequeno produtor Alentejano, produz anualmente cerca de 150000 garrafas de vinho.
É possível pernoitar na herdade visto esta dispor de duas suites destinadas ao enoturismo.

A visita à adega e sala de barricas, foi conduzida pelo Eduardo Cardeal, enólogo e director de produção desta casa Alentejana.
De seguida foram apresentados estes três vinhos, que depois acompanharam alguns dos pratos servidos ao almoço, complementado a apreciação dos mesmos.

Herdade da Calada - Baron de B Reserva Branco 2010
Herdade da Calada – Baron de B Reserva Branco 2010

Baron de B Reserva 2010
produzido pela Herdade da Calada.
Nota de prova:
De cor amarela palha. Aroma baunilhado. Na boca ligeiro toque de madeira, untuoso, boa fruta e com notas suaves de baunilha.
Com um final agradável.

Quanto ao Herdade da Calada – Baron de B Reserva Branco 2010, este apresenta menos madeira que nas anteriores edições, tornando-se assim a meu ver mais agradável.
O preço deste Reserva ronda os €10,00 de P.V.P..
Um mono varietal de Antão Vaz, 100% fermentado em barricas novas de carvalho Francês com 8 meses de battônage.

Herdade da Calada - Caladessa 2010
Herdade da Calada – Caladessa 2010

Caladessa 2010
produzido pela Herdade da Calada.
Nota de prova:
Cor rubi.
Aroma a flores silvestres e amoras maduras.
Na boca fruta madura com notas herbáceas e boa acidez.
Final médio.

Um blend de Tinta Caíada, Alfrocheiro e Touriga Nacional.
Em termos de P.V.P. está na muito disputada casa dos €5,00.
Para quem procura um vinho tinto que não seja só fruta madura, vai encontrar neste um toque herbáceo a fazer lembrar relva acabada de cortar.
Um vinho competente para o preço a que recomendam a sua comercialização.

Herdade da Calada - Touriga Nacional - Syrah 2009
Herdade da Calada – Touriga Nacional – Syrah 2009

Herdade da Calada Touriga Nacional – Syrah 2009
produzido pela Herdade da Calada.
Nota de prova:
Cor rubi.
Aroma a fruta negra, com um final floral.
Na boca especiado, boa concentração de fruta a lembrar azeitonas pretas.
Com um final longo.

Neste Touriga Nacional – Syrah 2009, podemos apreciar a boa concentração de fruta e o toque a especiarias característico da casta Syrah.
Revelando-se um vinho bastante guloso.
Foi o meu preferido destes três.

Herdade da Calada - Clemente de B - Desert wine.
Herdade da Calada – Clemente de B

O almoço terminou com o vinho de mesa licoroso, Herdade da Calada – Clemente de B.
Este vinho é um 100% Moscatel, que estagiou em cascos de carvalho Francês de 225 litros durante 4 anos.
Na boca temos um sabor muito agradável a laranja cristalizada e figos, com uma boa acidez para um vinho licoroso.

E terminava assim uma visita bastante interessante.

A empresa pretende aumentar a produção e certificar a Adega para a produção de vinhos biológicos a partir da vindima de 2012.
Em termos de novidades com castas têm plantado Alvarinho e Touriga Franca.
O que se poderá esperar destas duas castas plantadas em pleno interior do Alentejo?
Estou curioso.

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Summer Wine Market 2012

Data: 16 de Junho 2012
Horário: 17 às 23h.
Local: Hotel Tivoli Lisboa (Av. da Liberdade 185)

O Summer Wine Market 2012 está marcado! Uma tarde e noite de verão quente com alguns dos melhores vinhos de Portugal. Ambiente informal de prova de vinhos (e com possibilidade de compra) e ainda (novidade!) um Sushi Corner!

Entrada: €10,00. Inclui copo de vinho.
Mais informações em www.adegga.com/winemarket/summer2012 e também na página do evento no Facebook.

Eu vou!

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Young Winemakers of Portugal

Young Winemakers of Portugal
Young Winemakers of Portugal

Aconteceu no Restaurante GSpot Gastronomia, no passado Sábado 12 de Maio o jantar de apresentação do projecto – Young Winemakers of Portugal.

O grupo é constituído por:
Luis Patrão – Vadio
Diogo Campilho e Pedro Pinhão – Hobby
João Maria Cabral – Camaleão
Pedro Barbosa – Clip
Rita Marques – Conceito

Young Winemakers of Portugal Wines
Alguns dos vinhos dos Young Winemakers of Portugal

Antes de iniciarmos o jantar, os vinhos foram sendo apresentados numa prova bastante informal.
Se durante as últimas semanas tinha vindo a partilhar a ideia que os produtores Portugueses devem congregar esforços e unir-se para determinadas actividades, quando fui convidado para o jantar fiquei bastante satisfeito. Não pelo facto de achar que tive qualquer interferência nesta reunião mas por ver que existem mais pessoas suficientemente inteligentes para o fazer.
A ideia da reunião surgiu quando participaram no evento da Revista de Vinhos, numa lógica de atenuar o preço do aluguer do espaço com outros produtores e a ligação continuou com o Adegga Wine Market, e agora a reunião de esforços torna-se pública.

Somos 6 aventureiros que se cansaram de VADIAR sozinhos e talvez presos por CLIPS se concentraram num CONCEITO. O HOBBY de cada Winemaker é muitas vezes ser CAMALEÃO, transfigurando-se de Viticultor em Enólogo, de Provador em Vendedor, de Viajante em Marketeer, de Rotulador em Cobrador. Se parece cansativo e nós sabemos que realmente o é, há só uma explicação para fazermos esta vida: é gostarmos muito de vinho.

Antes do primeiro prato foi servido o espumante Vadia, uma versão jovem dos espumantes típicos da Bairrada.

Alfonsinho marinado e Percebes da Praia das Maçãs
Alfonsinho marinado e Percebes da Praia das Maçãs
Este prato foi perfeito para acompanhar o Clip, um Loureiro 2011 produzido na Região dos Vinhos Verdes.
No nariz temos fruta tropical, ananás em boa quantidade. Na boca sentimos frescura, boa acidez e um toque seco no final. Muito agradável.
Ligação perfeita!
O chef João Sá, abriu muito bem o jantar com este prato. A salicornia e os percebes derem uma vida enorme ao Alfonsinho.

Os vinhos dos Young Winemakers of Portugal, não são vinhos molengões nem são mais do mesmo.
Todos eles apresentam vinhos com uma elevada personalidade daí achar que o projecto faz todo o sentido.

Creme de Chufas com Foie Gras
Creme de Chufas com Foie Gras
Fiquei fã das Chufas, que têm um sabor e textura entre a amêndoa e a avelã.
O Camaleão, Sauvignon Blanc 2011, vinho Regional de Lisboa, lutou bastante para se agarrar a este prato. Com esta versão 2011 a ter um perfil ligeiramente diferente do seu irmão de 2010.
No nariz uma agradável tropicalidade, na boca temos acidez a fazer lembrar uma toranja. Com um final seco.
Um vinho gastronómico, que irá acompanhar melhor com um peixe grelhado com sal.

Espuma de batata com crumble de especiarias
Espuma de batata com crumble de especiarias
Para acompanhar esta espuma de batata que empolgou o Carlos Janeiro e o Diogo Rodrigues num aceso debate de como teria sido executado este prato
Foi servido o Hobby Branco Alentejo 2010 um mono varietal elaborado com Antão Vaz.
Este para mim foi o vinho com o perfil mais clássico apresentado.

Peito de novilho estufado com molho de alcaçuz e couscous
Peito de novilho estufado com molho de alcaçuz e couscous
Para o novilho, Hobby Tinto Alentejo 2008, gostei bastante deste tinto. Com uvas da zona de Portel.
No nariz boa concentração de fruta. Tendo sido servido na temperatura ideal, revelando a sua acidez cativante, ainda com uns taninos vivos mas controlados e de final especiado.

Vadio de Borrego com ketchup de pimenta
Vadio de Borrego com ketchup de pimenta
Um mini cachorro para o Vadio Tinto 2007, um bairradino produzido essencialmente com Baga.
No nariz boa complexidade, na boca temos uma boa estrutura, com acidez e com uns taninos activos mas bem domados. Um tinto sério.

Preconceito: a Cabidela
Preconceito: a Cabidela
Não sou grande apreciador de cabidela, por isso comecei pelo peito de pato fumado, uma autentica delicia!
Para acompanhar um vinho do Douro Superior, Conceito Tinto 2009.
No nariz, concentrado, terroso. Na boca aprecia-se o estágio que teve em madeira, uma notavel frescura e fruta. Muito gastronomico.
Percebi o conceito.

Bolo de Chocolate e alfarroba, sorvete de fambroesa
Bolo de Chocolate e alfarroba, sorvete de framboesa
Para a sobremesa, dois vinhos fortificados.
O Conceito Vintage 2007, um vinho do Porto com grande concentração de fruta, químico e ainda muito jovem.
E o Hobby Abafado que é uma reinterpretação muito feliz dos vinhos abafados alentejanos, neste vão encontrar um toque muito agradável e fresco de laranja cristalizada – cativante.

Galeria com as restantes fotografias do jantar:

Conceito New Zeland
Conceito 2011 Sauvignon Blanc New Zeland Wine

Agradecer o convite e faço votos para que o reunião dos Young Winemakers of Portugal, produza bastantes frutos – matéria prima não lhes falta.
Todos apresentam vinhos muito interessantes, diferentes uns dos outros, de várias regiões, irreverentes e com grande criatividade.

Young Winemakers of Portugal

Se mais produtores vão seguir o exemplo, não sei, estes estão bem sintonizados na mesma frequência com ganas de fazer e comunicar de forma diferente.
A começar por um jantar como este.

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Quinta de Cidrô Gewürztraminer 2010

De férias, com tempo para esmiuçar lineares eis que leio – Gewurztraminer!
Flash back imediato para um dia magnífico que passei a visitar a Cantina Tramin e a Cantina Terlan em terras do Alto Adige em meados de Outubro do ano passado.

As coisas do vinho são assim emocionais. A garrafa do Quinta de Cidrô Gewurztraminer 2010, foi para o cesto e foi o #vinhodanoite de ontem.

Um vinho para quem aprecia outros aromas, outros sabores, mineralidade e um toque seco e picante nos vinhos brancos.
Ainda não tinha provado nenhum vinho Português elaborado com a casta Gewürztraminer e gostei bastante deste.
O seu preço ronda os €10,00.

Quinta de Cidrô Gewurztraminer 2010
Vinho produzido pela Real Companhia Velha.
Nota de prova:
Palha na cor.
No nariz bastante aromático feminino, exótico, rematam as líxias.
Na boca destaca-se uma agrádavel mineralidade e uma boa acidez com um travo a verde.
De final seco apimentado.

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