Category Archives: Vinho

Senses Touriga Nacional 2011

É com grande estima que recebo pela primeira vez os vinhos da Adega de Borba, para os comentar no blogue.

Devo dizer que tenho esta Adega Cooperativa em grande admiração, acima de tudo porque a meu ver, representa um Portugal com tradição que soube a devido tempo actualizar-se e dar lugar aos mais novos – às suas ideias e equipamentos.
Não sei se a revolução foi tranquila, mas os resultados estão à vista de todos.

Adega de Borba, que para mim são garrafas e garrafas de Convento da Vila, cápsulas de chumbo e assinaturas do presidente na dita cápsula.
Decorria o início dos anos noventa, eu vivia na região do Alto Alentejo e durante o Verão o meu passatempo preferido era retirar chumbo das garrafas vazias entre as quais as da Adega de Borba. Hoje em dia este material já não se utiliza por se revelar prejudicial à saúde e foi substituído por uma outra liga de metal ou em alguns casos PVC.

Mais tarde não sei quantas abri com o saca rolhas, quando comecei a ajudar o meu pai. Os reservas e os rótulos de cortiça tinham um sabor especial.

Senses Touriga Nacional 2011

Mas regressando ao presente, o Senses Touriga Nacional 2011, é um mono casta de Touriga Nacional com sotaque Alentejano – não há qualquer dúvida.

Retinto de cor violeta. O nariz é potente, quente, cheio de compota de frutos negros e perfumado. Predominam como se esperaria aromas a violetas.
Este 2011, ainda está cheio de juventude, os taninos apimentam este vinho, mas controlados. Uma vez mais fruta compotada – sem ter aquela extracção exagerada, com um ligeiro fumado, apimentado e de boa persistência.
Um vinho que a adega anuncia com um PVP a rondar os €6,5.

Uma Touriga Nacional com sotaque Alentejano, que servido ligeiramente abaixo dos 18º acompanhará muito bem umas carnes vermelhas!

Nota: Vinho enviado pela Adega de Borba.

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Colecção Privada DSF Syrah e Touriga Francesa 2011

JMF Colecção Privada Syrah e Touriga Francesa 2011

O vinho Colecção Privada Domingo Soares Franco Syrah e Touriga Francesa 2011, é uma das duas novidades da Colecção Privada Domingo Soares Franco da José Maria da Fonseca, apresentados por esta casa centenária de Azeitão nesta Primavera de 2013.
Já na sexta geração esta familia produtora de vinhos, mostra na minha opinião nestas referências da Colecção Privada de Domingos Soares Franco, a irreverência que ás vezes só um pequeno produtor consegue ter.

Sobre este blend de Syrah e Touriga Francesa, informa o produtor que o lote é de 95% de Syrah e 5% de Touriga Francesa. Um tinto que apenas passou por inox.
Uma vez mais a irreverência, com tantas referências na casa a Colecção Privada é sempre uma caixa de surpresas, seja na vinificação como na escolha das castas!
A escolha da Touriga Francesa, deve ter recaído pela sua capacidade em criar vinhos retintos, amplamente conseguida neste caso.

Provei este vinho na última edição da Algarvini e gostei da combinação. Felizmente volto agora a poder prova-lo na tranquilidade da minha casa.

É um tinto jovem, com fulgor e a pedir uma boa refeição.
De cor vermelha densa. No nariz sobressaem as violetas. Na boca temos uma fruta madura, uma pimenta preta e boa acidez que o faz brilhar. Rematando com um final elegante.
Fiel ao estilo dos vinhos da Península de Setúbal, leve e fresco.

Um tinto que rondará os €12 nos escaparates, e que não irá defraudar os apaixonados por um bom Syrah.

Nota: Vinho enviado pela José Maria da Fonseca.

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La #Garnacha Salvaje del Moncayo 2011 – Garnachas de España

moncayo

Já tinha visto pelas redes sociais fotografias desta colecção de vinhos e dos seus tremendos rótulos. Acho que tenho de fazer um artigo só dedicado a eles.
Numa das últimas idas a Sevilha, finalmente consegui comprar algumas garrafas deste projecto – Garnachas de España.
Onde Raul Acha e sus muchachos, procuraram vinhas em Espanha que espressassem a essência desta casta e fazem cinco vinhos 100% Garnacha.
Uma forma muito interessante de estudar e consumir esta casta.

O La Garnacha Salvaje del Moncayo 2011, é um vinho jovem com taninos na guelra.
Não é aquele vinho polido, educado, bem falante que muitos buscam. Tem um toque rústico!
Este vinho é produzido com garnacha selvagem de Moncayo, em Ribera del Queiles, de vinhas com cerca de 55 anos a uma altura de 810 metros.
A história da garnacha rescreve-se a partir de 1850 em Espanha, devido à sua resistência ao oídio. Segundo Fernando Martinez de Toda, catedrático de viticultura da Universidade de La Rioja, aponta para o sucesso dos vinhos de La Rioja a qualidade e potencialidade da garnacha. Sendo que em determinada altura suplantou em área de plantação da casta Tempranillo.

A mim agradam-me estes vinhos, busco vinhos diferentes, tento essencialmente entender estilos e castas.
Gostava de ter partilhado a abertura desta garrafa com o Jorge!

No nariz temos uma fruta selvagem, quase que regresso à minha adolescência no Alentejo, quando apanhavamos amoras nas silvas!
A boca reflecte esse aroma selvagem, vivacidade, com acidez suficiente para o tornar bastante fresco e nada massador. Tem uma ligeira passagem por madeira, cinco meses apenas, para lhe conferir algum fumado ligeiro.

Um vinho com um perfil diferente, cativante e bem conseguido, mas para quem é mais ousado em termos de gosto.
Os Goliardos, talvez o colocassem na sua newsletter, na secção dos hedonistas.

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Beyra Tinto 2011

Beyra Tinto 2011

No Verão passado, em casa dos vinhos que mais vezes repeti, foram sem dúvida os Beyra brancos. Pela novidade e pela mineralidade que apresentavam.

E hoje finalmente encontrei à venda o Beyra Tinto 2011.
A expectativa era grande pois tinha gostado muito dos brancos e queria ver como iria ser a minha reacção com o primeiro tinto.
Os rótulos desta marca têm por base uma carta militar com o rio Douro como referência e sempre assinalando a cidade do Porto e o lugar da Vermiosa com a marca Beyra em maiúsculas.

No nariz ao início não foi muito expansivo, apenas um aroma a violetas parecia despontar, com o tempo os frutos vermelhos e uma ligeira baunilha ocupam o lugar.
Na boca revela-se um vinho com grande frescura, pimenta preta no final e com uma boa acidez que o torna bastante agradável.
É um vinho leve, com um corpo feminino mas o trabalho em barrica mesmo que ligeiro confere-lhe outra complexidade e permite-lhe despertar outras sensações no paladar.

Estamos a falar de um vinho que no linear de um supermercado é vendido a €3,99, um vinho bem feito e que no copo transmite bastante mais do que esse valor.
A repetir sem dúvida alguma.

Falta-me agora encontrar o outro tinto apelidado de Quartz.

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Domingos Soares Franco Colecção Privada Syrah 2004

Domingos Soares Franco Colecção Privada Syrah 2004

Escrever sobre este Domingos Soares Franco Colecção Privada Syrah 2004, implica mencionar que foi comprado num supermercado.
Porquê? Porque sendo eu um apaixonado pelas coisas do vinho os supermercados são talvez dos sítios que mais mal tratam os wine geeks.
Mas onde mais vinho compro, por uma questão de oportunidade e facilidade.

Já andava a namorar este 2004 da Jose Maria da Fonseca há uns meses, imaginava como estaria, como seria o seu nariz, que tipo de especiarias teria, se valeria a pena desembolçar €10,00 para provar um vinho engarrafado em 2006 e que se encontrava no linear no cantinho destinado aos vinhos das Terras do Sado em 2013.
Domingos Soares Franco é não só o vice-presidente como também o enólogo da Jose Maria da Fonseca.

Quem gosta verdadeiramente de vinho importa-se com estas coisas.

Felizmente, para nós consumidores, a fraca rotação destas referências nesta loja fez com que o Pão de Açucar em Olhão, alterasse o preço para uns mágicos €8,99 a garrafa.
Convencido do abaixamento no preço de €1,01 para este Syrah, a garrafa rumou até minha casa.

Como não sou fã de decantar vinhos, preferindo que a sedução aconteça no copo, abri este Domingos Soares Franco Colecção Privada Syrah 2004 e aguardei pelo melhor!

Este é daqueles vinhos que na cor já apresenta alguma evolução, notando-se já um certo acastanhado. Não muito, mas o suficiente para lhe dar algum charme.
Depois no nariz temos aquela agradavel sensação de um aroma especiado, até já com algum couro e uma ténua baunilha.

Na boca temos um tinto inconfudivelmente da Peninsula de Setubal, leve, não engana.
Mas tratando-se da casta Syrah, obtemos aquela sensação de especiarias mais picantes ainda com uma agradavel frescura.
Um vinho muito macio, onde os oito meses anunciados pelo produtor de estágio em cascos novos de carvalho Françês e Americano, passados nove anos deixaram um agradavel final tostado.
Vale a pena ler a nota de prova do Ricardo Oliveira em Dezembro de 2011, para ver a evolução deste vinho.

Um bom Syrah de Setubal que prova que se podem encontram bons vinhos de colheitas mais antigas nos supermercados, mas não vale abusar da sorte!

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Niepoort Projectos Moscatel Dócil 2011

Niepoort Projectos Moscatel Dócil 2011

O vinho de mesa Niepoort Projectos Moscatel Dócil 2010 é mais uma das experiências comercializadas pela Niepoort Projectos.

Todos os aromas da casta Moscatel foram preservados e temos um vinho com um aroma tropical e na boca é frutado e doce. Com uma acidez elevada, com muito açúcar residual, mas ao mesmo tempo continua a ser um vinho refrescante.
Perfeito para um prato de cozinha oriental, simplesmente como aperitivo, como acompanhamento de sobremesas ou para disfrutar fora de uma refeição.

A sua singularidade faz dele também um presente interessante para oferecer a quem diz que os vinhos são todos iguais e que não despertam interesse.

Adorei esta reinterpretação da casta Moscatel pela Niepoort, um vinho que fará a delicia de todos.

Nota: Vinho enviado pelo produtor Niepoort Vinhos.

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Quinta do Cardo Síria 2011

Quinta do Cardo 2011 Síria

Um monocasta proveniente de Figueira de Castelo Rodrigo, entre os Rios Douro, Côa, e Águeda, da Quinta do Cardo, uma vinha particular para Portugal Continental, pois está a 700 metros acima do nível do mar.
Para aqueles que se interessam pelo terroir esta têm esse detalhe a assinalar.
A Síria é originária da Beira Interior, mas pouco popular como monocasta, uma razão adicional para a prova deste vinho.

O Quinta do Cardo Síria 2011 transpira Verão e clama por Sushi, peixes assados e mariscos.

Temos um vinho de cor citrina, com um aroma a citrinos verdes. Na boca tem uma alta acidez, boa mineralidade dando uma agradável sensação de frescura, com notas a lima. E de final longo.

Nota: Vinho enviado pela Companhia das Quintas.

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