Quinta do Gradil Sauvignon Blanc e Arinto 2012

Quinta do Gradil - Vindimas 2011

Visitei pela primeira vez a Quinta do Gradil em meados de Abril de 2011 e os seus 100 ha de vinha com o palácio setecentista marcam bem a paisagem.
Mas o mais importante tem sido o trabalho e paciência em fazer crescer uma marca e os respectivos vinhos, reconheço essa inteligência no Luís Vieira.

Com uma conjugação de castas a piscar o olho ao mercado da exportação este blend Sauvignon Blanc e Arinto é o meu branco preferido deste produtor da região de Lisboa. Este novo rótulo já apresenta até o nome da casta Sauvignon Blanc em primeiro plano, compare com uma edição anterior.
Foi com curiosidade que provei a sua mais recente edição, o Quinta do Gradil Sauvignon Blanc e Arinto 2012.

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No nariz temos a exuberância aromática do Sauvignon Blanc. Depois na boca é rematada com a acidez viva e fresca do Arinto, boas notas minerais com aromas a fruta – Ananás. Com um final longo.

Um branco para o Verão a pedir o marisco da Ria Formosa!

Nota: Vinho enviado pela Quinta do Gradil.

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A comunidade #Winelover no #Instagram

Para quem gosta de vinhos, vale bem a pena voltarem a equacionar a utilização do Instagram.
Não será pela qualidade das fotografias de muitos mas sim pela vitalidade e oportunidade de partilha de conhecimentos dentro da comunidade ligada ao mundo do vinho.

Pode seguir-me em http://instagram.com/zone41

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José de Sousa Mayor 2009

josedesousamayor2009

De regresso às talhas de barro com o José de Sousa Mayor 2009, um Vinho Regional Alentejano da José Maria da Fonseca. É uma das novidades desta primavera e depois de ter provado o seu irmão, o José de Sousa Tinto 2011 este é definitivamente maior!

Com uma produção de apenas 4300 litros para esta referência de uma parcela de 2,9ha, com parte do mosto a ser colocado em talhas de barro, onde macerou durante duas semanas o resultado é um vinho que transpira carisma.
Este é um 2009, que estagiou em madeira e que apenas foi engarrafado em 2011, e que só agora sai para o mercado. Tempo suficiente para ganhar forma. Um vinho que reflecte uma tradição de vinificar em talhas de barro e a paciência de fazer um grande vinho.
Felizmente que demorou todo este tempo para nos chegar ao copo, pois o resultado é muito bom.

O blend de castas para este José de Sousa, mantém-se, Grand Noir, Trincadeira e Aragonez.
Visualmente temos um vinho com uma cor vermelha escura, bastante atractivo. No aroma saltam logo as especiarias provenientes dos potes de barro – viagem de imediata ao Alentejo! A fazer-me lembrar quando ia visitar a minha tia Jacinta, a um monte perto de Fronteira nos tempos em que a televisão era a RTP e a dita ainda estava ligada a uma bateria, a electricidade teimava em demorar a chegar aos montes!

Na boca temos toda a magia de um vinho que passa pelo barro, sempre com aquela sensação de frescura. Amparado por uma agradável tosta com os taninos muito bem trabalhados, vivos o suficiente para dar vida e garra. E com muita boa fruta.
Com um retrogosto muito particular devido às talhas de barro.

Um vinho para quem procura algo mais, para os inconformados e apaixonados por vinhos com caracter próprio.

Nota: Vinho enviado pela José Maria da Fonseca.

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Tons de Duorum Branco 2012

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Viva ao Verão! E aos vinhos brancos!

Vindo do Douro, pela joint venture João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco – Duorum, chega este Tons de Duorum Branco 2012, pensado para este tempo quente com toda a certeza!

Pois com um blend de Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto e Moscatel, só se podia esperar um vinho cheio de aromas a citrinos, boa mineralidade e acidez!

Atenção que a tonalidade azulada na fotografia, deve-se simplesmente aos famosos filtros do Instagram!

Regressando a este branco DOC Douro, temos um nariz completamente dominado por um aroma a citrinos e com um ligeiro tropicalismo. Na boca temos nervo oriundo da sua acidez, vegetal, possui ainda uma boa mineralidade que o torna bastante fresco.

Gostei deste branco, pensado para os dias quentes com um PVP anunciado de €3,99, que venha o calor!

Nota: Vinho enviado pela Duorum.

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José de Sousa Tinto 2011

jose de sousa 2011

Provei mais um dos novos lançamentos da casa José Maria da Fonseca, o José de Sousa 2011, um vinho tinto Alentejano produzido em Reguengos de Monsaraz.
Com a compra em 1986 da Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, a JMF podia juntar ao seu portfolio, o terroir de Monsaraz, as castas tintas Trincadeira, Aragonês, a Grand Noir e a tradição de fermentar vinhos em ânforas de barro.

Quem nunca bebeu água por uma quarta de barro, nunca poderá entender este vinho na sua totalidade.
Esta frase faz todo o sentido nas referências José de Sousa, pois todas eles seguem uma tradição ancestral de vinificar em talhas de barro.

Este tinto de 2011, no copo apresenta uma bonita cor vermelha bastante densa.
No nariz temos um aroma quente, ameixas passa bem maduras com uma baunilha muito suave fruto do estágio em madeira.

É na boca que este vinho surpreende pela frescura e pelo gosto identico ao de beber água por uma quarta de barro. Mesmo que apenas uma parte tenha fermentado em potes de barro.
Faz-me regressar rapidamente ás minhas primeiras memórias que tenho das idas ao Alentejo e onde bebia água que refrescava em quartas de barro.
As minhas peças preferidas de barro foram sempre os de Cacheiro, de Nisa, com os seus desenhos com pedaços de brita branca num barro vermelho sem estar vidrado.

Mas voltando a este vinho Alentejano, na boca encontramos uma vez mais as agradáveis ameixas maduras e os taninos vêm embalados em barro, o que lhe dá uma certa diferenciação. A madeira apenas marcou suavemente o vinho.

Um vinho Alentejano muito agradável com perfil mais clássico. A evocar os tempos em que os romanos terão chegado a este território para o marcar para sempre.

Nota: Vinho enviado pela José Maria da Fonseca.

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Adega de Borba Branco DOC 2012

Adega de Borba Branco DOC 2012

Mais um clássico Alentejano com um preço anti-crise (€2,99) – Adega de Borba Branco DOC 2012.
Nesta edição de 2012 conta com três castas. A casta rainha da Vidigueira, o Antão Vaz, o Arinto do DOP de Bucelas e Síria na sinónima Roupeiro, popularmente conhecida assim no Alentejo.

No nariz temos muitos aromas citrinos, na boca surgem novamente com o sabor a lima a ser o mais exuberante. Um vinho honesto que nos refresca!

Nota: Vinho enviado pelo produtor Adega de Borba.

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Mux 2009 Tinto

Mux 2009 #Douro #winelover

Recupero neste artigo o Mux 2009 tinto, um vinho que tinha provado em Março de 2012, que depois comprei para abrir em casa em finais do ano passado.

O Mux 2009 Tinto é um blend de Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão.
Este vinho caracteriza-se pela sua excelente persistência e pelo sabor inconfundível dos vinhos do Douro. No copo temos um vinho ainda com muita fruta madura, uma grande frescura e com um bom trabalho em madeira.
Vale bem a pena a ida a uma boa garrafeira para a aquisição deste vinho.

E estou cada vez mais fã dos vinhos do Mateus Nicolau de Almeida!

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