Anthony Bourdain Parts Unknown

Anthony Bourdain Parts Unknown

Atenção contém spoilers!

Uma curta pausa nos vinhos para falar sobre a mais recente série de programas de Anthony Bourdain intitulada Parts Unknown, a passar na CNN.
Gosto do tipo e da sua obsessão por carne de porco. Iria gostar ainda mais do seu trabalho se tivesse mais vinhos nas suas séries!

Dos episódios já disponíveis do Parts Unknown temos passagens por Myanmar, pela comunidade Coreana na cidade de Los Angeles, Colombia, Quebec, Tanger e outras paragens se seguem nos próximos episodios.
Para os amantes da gastronomia, vai ser um boa viagem, a variedade, as opções, os gostos e os estilos são variados.

Há exageros gastronómicos interessantes como o adicionar de finas fatias de trufa preta a um menu servido numa viagem de comboio da Rail Canada, ou de um taco com almôndegas e guacamole.
Parece ser mais autobiográfico, e dá ainda mais a sua opinião nesta série. Na ida à Colombia foi notória a vontade em dar a conhecer especialmente aos seus compatriotas o que é a Colombia na actualidade.

Desta vez temos menos gastronomia e mais politica. Ainda assim estou a gostar.

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Marquês de Borba Branco 2012

marques de borba branco 2012

Novo ano e nova colheita do Marquês de Borba Branco, um vinho que se pode encontrar com grande facilidade em muitos dos lineares de supermercado.

A edição de 2012, deste vinho de João Portugal Ramos o Marquês de Borba Branco 2012, é um blend de Arinto, Antão Vaz, Verdelho e Vognier.
Mais um branco sem madeira para o Verão, pois a sua mineralidade e frescura, são o antidoto perfeito para os dias quentes de Verão.

No copo apresenta uma cor citrina. No nariz notas muito agradáveis de citrinos. Na boca inicialmente um abacaxi maduro, boa concentração de sabores, depois temos um toque vegetal com adicez.
Nada molengão e bem afinado.

Uma compra segura de um bom branco com origem em Estremoz.

Nota: Vinho enviado pelo produtor João Portugal Ramos.

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III Encontros Vínicos do Vinho Verde

III Encontros Vínicos do Vinho Verde

A Ordem dos Engenheiros da Região Norte está a organizar os III Encontros Vínicos do Vinho Verde, que se irão realizar entres os dias 24 e 25 de Maio em Viana do Castelo.

E não é que recebi um convite para ir falar para uma plateia, sobre blog de vinhos!?
Aceitei, e irá ser com muita paixão que irei apresentar algumas ideias sobre esta actividade.

Que assuntos gostavam que abordasse dentro deste tema?

O programa detalhado do encontro pode ser obtido, aqui.

Marcamos encontro a norte nos dias 24 e 25?

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Domingos Soares Franco Colecção Privada #Verdelho 2012

Domingos Soares Franco Colecção Privada #Verdelho 2012

Tradicionalmente cultivada nas ilhas da Madeira e Açores, temos assistido a vários produtores do continente a engarrafarem a casta Verdelho em monocasta.
Devo dizer que não tinha tido experiências muito prazerosas com esta casta a solo.
A bem dizer estava bastante indiferente a este vinho até o provar, pois, inevitavelmente ostentava a palavra Verdelho no rótulo.

Felizmente o Domingos Soares Franco Colecção Privada Verdelho 2012, revelou-se um vinho completamente diferente do que imaginava!
Sendo que não é um 100% Verdelho, pois possui 5% de Verdejo.

Felizmente que temos um perfil diferente, refrescante e mineral! Com um nariz autoritário.
Para os fãs dos vinhos com acidez, tenazes, com sangue na guelra este Verdelho é a resposta.

Um branco distinto, o qual me levou a fazer as pazes com a casta Verdelho!

Nota: Vinho enviado pela José Maria da Fonseca.

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Senses Syrah 2011

Senses Syrah 2011

Mais uma das novidades desta primavera é este vinho da Adega de Borba Senses Syrah 2011, um 100% Syrah.
Um vinho ainda bastante jovem e que irá ser uma boa escolha para umas carnes vermelhas grelhadas.

Muito importante é a temperatura de serviço, deste e de todos os vinhos, não custa muito preparar a mesma – irá melhorar sempre a forma como iremos apreciar cada um dos vinhos!

Este Syrah no copo apresenta uma cor retinta, densa. No nariz é quente e cheio com muitos frutos pretos. Com um final agradável.
Esperava um Syrah com mais pimenta, mas este vinho revelou-se mais rico em ginja madura que pimenta preta.
Definitivamente um jovem Syrah de boa acidez e guelra, tendo tido uma curta passagem por carvalho francês.

Por instantes regressei à minha infancia quando ia visitar a Rita, ao final da tarde à Galiza e atravessava vários degraus cobertos com ginjeiras com a minha avó.

Um tinto competente para um PVP anunciado de €6,50.

Nota: Vinho enviado pela Adega de Borba.


Podem também ler e comentar sobre estes vinho no Instagram!

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Madirazza Plavac Mali 2007

Vina Madirazza Plavac Mali 2007

O Madirazza Plavac Mali 2007 foi o meu primeiro vinho da Croacia, muito interessante, um monocasta de uma casta tinta autóctone, com grande carisma a Plavac Mali.

É nestas alturas que o novo livro: Wine Grapes: A complete guide to 1,368 vine varieties, including their origins and flavours, vinha mesmo a calhar!

Sobre o produtor Madirazza, segundo o que consegui apurar pelo seu site, apenas produz seiscentos mil litros de vinho por ano.
Como poderemos classificar este produtor Croata, pequeno, médio ou grande?

Um vinho que usa uma rolha de aglomerado de cortiça.
Cheio de energia, ainda com taninos fortes, com muitas cerejas negras maduras, uma ligeira pimenta e uma passagem por madeira. Mas continua ainda bastante duro.

Fiquei com curiosidade em conhecer melhor os vinhos Croatas e tentar perceber os estilos e que castas têm no território.

Obrigado Nelson e à Buga pelo vinho!

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Domingo Soares Franco Gruner Veltliner, Rabigato e Viognier 2012

Mais uma das novidades para esta época da Colecção Privada é o Domingo Soares Franco Gruner Veltliner, Rabigato e Viognier 2012.
O portfolio de castas produzidas na casa José Maria da Fonseca é extenso, superior a duas centenas.

Domingo Soares Franco Gruner Veltliner, Rabigato e Viognier 2012

Sou um fã incondicional da casta Gruner Veltliner (ver este artigo sobre uma loja online de vinhos dedicada à Gruner Veltliner) e um grande apreciador das duas restantes.
O resultado é um vinho que clama pelo Verão, que pede esses dias quentes!
Será um grande antidoto para esse calor que se espera e que foi vinificado apenas em inox.

Abri este blend, no final de tarde, antes de jantar, não é aquela explosão de aromas, como comentei com o Nuno Vieira, via twitter, mas não deixa de ser um vinho muito agradável e do qual gostei bastante.

Com uma cor amarela, muito pálida. De aroma frutado. Na boca tem a acidez no ponto certo – acima de tudo é esta acidez que o torna interessante, equilibrado, refrescante, com um final a lembrar a polpa do melão.

Um vinho com estrutura para ladear uma boa conversa ou para ir para a mesa.

Nota: Vinho enviado pela José Maria da Fonseca.

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